Engraçado o que cada pessoa traz pra a vida da gente.
Realmente, nada é em vão. E ninguém passa sem modificar a gente.
Eu não gosto de deixar as coisas ao acaso, de esperar pelo destino. Mas tem coisas que parecem (e só podem ser) obra dele, ou de algo tão grande quanto: Deus.
Não, não vou discutir religião. Foi só um ponto. Do meu acreditar, para o seu ler.
Mas quero voltar às pessoas: mesmo quando elas me parecem previsíveis, me trazem alguma coisa diferente. Seja a cor de uma flor, a música de um momento, ou uma roupa de um dia. O que eu não conhecia antes passa a fazer parte do meu todo. Sei que até o inútil me traz alguma coisa, o que acaba transformando esse “inútil” em algo “não tão inútil assim”.
Um sorriso que a gente aprende a dar de um jeito diferente, uma música que envolve e identifica a gente. Tudo surge de outras primaveras, e acabam influenciando a nossa.
Como disse minha professora de Língua Portuguesa em Comunicação: nenhuma mensagem surge do zero.
Nenhum gostar surge do zero, também.
É tudo tão ligado, que a gente acaba conhecendo pessoas que gostam das mesmas coisas que a gente, né?
Tome como exemplo esse texto, se você se identifica, pensa parecido comigo, certo?
E se você parar pra pensar, todas as coisas que te levaram a ter algo em comum comigo não foram em vão. Elas formaram você.
É aí que eu quero chegar. Em como a gente é formado pelas influências externas, e em como o meio ajuda a construir o nosso interior.
É, basicamente, nesse ponto que as pessoas prendem a minha atenção. Em como elas tocam essas influências e as tornam tão suas.
O ser humano é interessante. Principalmente por ser formado por tantos outros.
Gosto dessa variedade, e do que ela resulta. Gosto de como tudo me afeta e me faz ser, cada dia mais, eu.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
Tão eterno quanto
Numa explosão dentro de si, jogava palavras no ar, que batiam em quem as ouvia com uma agressividade nova.
- De que adianta buscar? Se nada disso dura, nem mesmo com promessas de eternidade. É inútil. Simplesmente inútil colocar tanto esforço nessa vida se nada dela se leva. Se morremos sós, de que adianta amar?
Quem o ouvia, olhando em seus olhos, falou num tom tão calmo quanto o de um suspiro:
- Não sei o que me espera depois dessa vida, mas dela vou levar todo o amor que conseguir suportar. “E pra quê?”, você me pergunta. Pelo bem que me faz, e por isso só.
A cabeça foi a mil em busca de palavras. E então, o silêncio.
- De que adianta buscar? Se nada disso dura, nem mesmo com promessas de eternidade. É inútil. Simplesmente inútil colocar tanto esforço nessa vida se nada dela se leva. Se morremos sós, de que adianta amar?
Quem o ouvia, olhando em seus olhos, falou num tom tão calmo quanto o de um suspiro:
- Não sei o que me espera depois dessa vida, mas dela vou levar todo o amor que conseguir suportar. “E pra quê?”, você me pergunta. Pelo bem que me faz, e por isso só.
A cabeça foi a mil em busca de palavras. E então, o silêncio.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
“Let it never be said

that romance is dead.” Já diz Ruby, música da Kaiser Chiefs.
Mas se ele não morreu, pra onde foi?
Falando sobre isso com alguns amigos percebi uma coisa interessante: enquanto todos os meninos se diziam românticos e que faziam tudo que as músicas rezam, todas as meninas diziam que não conheciam um romântico irremediável, como soam os cantores das músicas. Será que as cabeças são tão diferentes quanto os sexos?
Se a resposta é sim, faço outra pergunta: como os músicos acertam sempre? Como uma pessoa escreve isso: “I can say I've never bought you flowers, I can't work out what they mean” e ainda soa romântica o suficiente? São as palavras certas, acompanhadas do gesto certo, do olhar certo.
É, deve ser isso.
Não desacredito no amor. Só não enxergo demonstrações tão lindas quanto elas deveriam ser.
Mas, ainda assim, vou acreditar nos romances de músicas quando encontrar alguém com um microfone no meio da rua, iluminado por luzes de baladinha romântica, cantando uma letra tipo “You give me something”. Aí sim.
domingo, 30 de maio de 2010
E assim vai
Chega, redireciona o pensamento
Faz por menos, desencosta
Sorri de longe, não deixa saber se volta
E o outro
Por mais que queira parar de olhar
Continua se entregando enquanto não sabe o que faz
Faz por menos, desencosta
Sorri de longe, não deixa saber se volta
E o outro
Por mais que queira parar de olhar
Continua se entregando enquanto não sabe o que faz
sábado, 29 de maio de 2010
Tudo igual?

Comecei a perceber que existe um clichê até para quem mais tenta fugir dele: os publicitários.
“Quer dizer que pra eu ‘ser’ publicitária, tenho que usar roupas mais alternativas e escutar músicas de bandas que ‘ninguém’ conhece?” me perguntei por certo tempo.
Não necessariamente, me respondi.
As pessoas têm os seus jeitos de se diferenciar, e se eu quero usar todos os jeitos, eu uso.
Por quê?
Tudo é cultura. Tudo é diferencial.
E quanto mais você experimenta, menos você se limita.
Dá pra ser tudo, e ainda assim se encontrar.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
First of all
Aí, parei. Por que não criar um blog?
A partir daí, essa pergunta me tirou a paciência de tanto que rodava na minha cabeça.
Lendo por aí, e me inspirando, vi o conforto que ler um blog alheio proporciona: você percebe que outras pessoas sentem e pensam a mesma coisa que você, e que elas conseguem externar essa “coisa” em palavras. Palavras que, de tão identificada que me senti, pareciam ser minhas.
Depois da minha própria insistência, estou aqui, talvez para tentar proporcionar esse conforto a quem também me ler.
O que eu tiver na cabeça, vou tentar passar pra cá. E qualquer semelhança da sua vida com a minha será bem-vinda.
A partir daí, essa pergunta me tirou a paciência de tanto que rodava na minha cabeça.
Lendo por aí, e me inspirando, vi o conforto que ler um blog alheio proporciona: você percebe que outras pessoas sentem e pensam a mesma coisa que você, e que elas conseguem externar essa “coisa” em palavras. Palavras que, de tão identificada que me senti, pareciam ser minhas.
Depois da minha própria insistência, estou aqui, talvez para tentar proporcionar esse conforto a quem também me ler.
O que eu tiver na cabeça, vou tentar passar pra cá. E qualquer semelhança da sua vida com a minha será bem-vinda.
Assinar:
Postagens (Atom)